JUBILEU DA MISERICÓRDIA

JUBILEU DA MISERICÓRDIA
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EVANGELHO DO DIA

EVANGELHO DO DIA
EVANGELHO DO DIA

Outubro Mês Missionário

“ ‘O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos e para proclamar um ano da graça do Senhor’. ‘Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir’. Lucas 4,18-19.21

"Num mundo em que só há uma lei: a força; num mundo em que ressoam muitas vozes de guerra, temos somente um caminho: a verdadeira caridade." São Luís Orione


L'Italia in Brasile

Oração à São Luís Orione

Oração a São Luís Orione

- para pedir uma graça -

Ó Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, nós vos adoramos e vos damos graças pela imensa caridade que infundistes no coração de São Luís Orione e por terdes dado nele o Apóstolo da Caridade, o Pai dos Pobres e o Benfeitor da Humanidade sofredora e abandonada. Concedei-nos imitar o amor ardente e generoso que Dom Orione tinha para convosco, à Santíssima Virgem, à Igreja, ao Papa e a todos os aflitos. Glorificai também na terra o vosso servo fiel, concedendo-nos a graça que vos pedimos ( pequena pausa para pedir a graça que se deseja). Amém

Pai-Nosso, Ave-Maria e Glória.


http://www.donorione.org - Don Orione Nel Mundo -Site Oficial da Pequena Obra da Divina Providência

1 de novembro de 2009

VISITA AO BRASIL ORIONITA

Comunicação do Pe. Flavio Peloso que,
junto com o conselheiro Pe. Tarcísio Vieira, visitou Brasil nos dias 15-30 de Outubro 2009.




Encontrei, junto com o Conselheiro geral, Pe. Tarcísio Vieira, os dois conselhos das Províncias “Nossa Senhora da Anunciação” (São Paulo, 17 de outubro) e “Nossa Senhora de Fátima” (Rio de Janeiro, 19 de outubro), compartilhando com eles o caminho do Capítulo Geral, “Só a caridade salvará o mundo”. Também, nas sucessivas visitas às comunidades tenho encontrado um vivo interesse e participação nas reflexões propostas com o “Caderno do Capítulo”. Em quase todas já aconteceu o “Capítulo na comunidade”.

Depois da grande festa orionita no Santuário de Aparecida (domingo, 18 de outubro), iniciei um itinerário que tem me levado a encontrar com os confrades, leigos e atividades: no Rio de Janeiro (19-20): Jardim Botânico, com Escola, Paróquia e casa para idosos; Niterói, com Paróquia e creche, em setores muito pobres da Bahia do Rio; Paróquia Nossa Senhora de Fátima, no centro da cidade, com um esplêndido Santuário em estilo gótico.

Do Rio de Janeiro, fui para Belo Horizonte (21-22), a capital do Estado de Minas Gerais. É uma grande cidade e a Congregação está presente com muitas atividades, a mais característica é o Lar dos Meninos, que acolhe crianças em dificuldade e uma Escola; a Paróquia é grande e bem organizada, muito frequentada; tem ainda um grupo de aspirantes em formação e os clérigos da Filosofia.

Em Valença, numa antiga fazenda, que se tornou monumento nacional, tem uma casa de espiritualidade e o eremitério com quatro jovens eremitas. Aqui se realizou a Assembleia geral do Intituto Secular Orionita – correspondente a Capítulo geral – que se concluiu com a eleição do novo Conselho geral; permanecendo com elas (23 e 24) percebi o quanto amadureceu o Instituto e lancei a prospectiva de proceder ao reconhecimento pontifício.

Pela primeira vez fui a Goiânia, onde passei o domingo, dia 25; os nossos confrades conduzem duas ótimas Paróquias, São Paulo Apóstolo e Rosa Mística; digo, ótimas pelo número, frequência à vida pastoral, envolvimento dos leigos, identificação orionina, atividades caritativas e sociais. Juntos construíram um “Recanto São Luís Orione”, uma casa para 100 anciãos que, em janeiro próximo, iniciará suas atividades. É muito ativo o MLO; com eles compartilhei algumas belas horas de família.

De Goiânia a Brasília o caminho é breve, pouco mais de 200 km. Também aqui (26-27) temos que bendizer ao Senhor pelo Noviciado e os oito noviços presentes, pela unidade do Pequeno Cotolengo, pela Escola e atividade de apoio sócio-educativo para os meninos pobres e em dificuldade. Em Brasília está também a sede da Província.

Está também a nova Paróquia de Itapoã, um aglomerado de 90.000 habitantes vindos a Brasília em busca de trabalho; visitando Itapoã pensei inevitavelmente nas palavras de Pio X a Dom Orione: “Te mando em Patagônia...aqui a Roma, fora da porta São João: ali tudo está para se fazer”. Assim é Itapoã. É uma Patagônia às portas da moderna capital Brasília: está tudo para se fazer, estruturas civis e religiosas, a começar pela igreja, e sobretudo tem que passar de massa a povo.

A NOSSA MISSÃO EM RONDÔNIA
Prefiro falar de missão no estado de Rondônia do que de missão em Buritis. E a razão desta minha preferência ficará clara imediatamente. É uma convicção que se amadureceu durante esta minha breve visita.

No dia 27 de outubro, juntamente com o conselheiro para as Missões, Pe. Tarcísio Vieira, cheguei em Buritis, no estado de Rondônia, na Amazônia, no norte do Brasil, distante 3.300 quilômetros de São Paulo, 1.800 de Poxoréu, a comunidade orionita mais próxima, e a 200km da fronteira com a Bolívia. As 4 horas de avião para quem parte de Brasília, sede da Província, e as outras mais 5 horas de viagem de carro partindo do aeroporto de Porto Velho, dão a idéia de que se chega num outro mundo, numa terra de missão no interior do mesmo imenso Brasil.

Aqui a Congregação assumiu uma nova missão em fevereiro de 2004. O Arcebispo metropolitano de Porto Velho, Moacyr Grechi, constituiu e confiou-nos uma nova paróquia: compreende a pequena cidade de Buritis, nascida do nada nos anos ’90 e que hoje já tem 25.000 habitantes, e tantas outras pequenas comunidades cristãs rurais espalhadas num vasto território, com outros 15.000 habitantes.

“As comunidades mais distantes estão situadas a 80/100 quilômetros da Igreja mãe. No começo da missão encontramos umas 50 comunidades; agora já são 96”, informaram-me os confrades que atualmente são Pe. Otávio Marques, Pe. Sebastião e o religioso tirocinante Emivaldo.
Na nova e bonita igreja paroquial de Buritis, os Confrades celebram a Missa todos os sábados e domingos, mas nas Capelas das comunidades rurais podem ir apenas raramente. Em todas as comunidades cristãs, também nas menores, a cada semana realiza-se o culto dominical dirigido pelos leigos e catequistas.

“Em muitas comunidades cristãs distantes, os sacerdotes vão somente 4 vezes ao ano e quase sempre em dias de semana.
Mas para o povo este dia é um dia de festa, suspende-se os trabalhos porque está presente o Sacerdote, tem Missa e as celebrações dos outros sacramentos, confissões, matrimônios, batismos”, disse-me Pe. Sebastião.

Cada comunidade “de base” tem o seu Conselho pastoral com os diferentes ministérios para a liturgia, a catequese, a educação, a vida social. “Gostaríamos de fazer muito mais se fossemos mais numerosos. Mas o povo já fica contente com esse pouco e nos quer muito bem. Antes que chegássemos nós Orionitas e antes da criação da paróquia, o sacerdote vinha alguma vez durante o ano de uma paróquia distante 400 quilômetros”.

Eniel, patriarca di BuritisEniel, um senhor idoso, analfabeto e sábio responsável cristão, recorda com emoção: “Lembro-me que aqui tínhamos 12 cristãos e nos encontravámos numa igrejinha de madeira. Agora parece um sonho ver esta igreja grande e tantos cristãos dentro”.
Buritis é uma cidadezinha rural, com um povo simples e boas famílias que vieram para este lugar com a perspectiva de trabalho na lavoura, na criação de gado e nas muitas madeireiras que recolhem e comercializam madeiras preciosas.

Aos poucos vão surgindo todas as estruturas sociais, mas Buritis é ainda um povoado pobre. Escola tem, mas com um nível ainda razoável e não freqüentada por todos. Existe um pequeno hospital, porém inadequado ás exigências da população. Chegando conosco de Porto Velho, Pe. Otávio recebeu a notícia da morte de uma mãe de família de 30 anos de idade, recentemente casada, com um bebê de três meses, da qual não se soube diagnosticar e operar uma apendicite.

São bem enraizadas e florescentes aqui as seitas religiosas. Calcula-se que por volta de 70% da população do estado de Rondônia participe de seitas do tipo evangélico. “Visitando a nossa Paróquia – observa o pároco Pe. Otávio -, observamos que para cada uma das nossas comunidades cristãs existem 3-4 igrejas-casas das seitas. As mais difundidas são a Assembléia de Deus e a Congregação Cristã do Brasil”.

Alguém comenta comigo que as seitas foram, de algum modo, favorecidas ideológica e politicamente em concorrência com a Igreja católica porque, mesmo dando uma resposta às exigências religiosas do povo, não formam as consciências e o espírito de comunidade e esfacelam a pertença à Igreja católica. Isto dá liberdade de ação a muitos fazendeiros e empresários inescrupulosos que tiram proveito das riquezas e do povo desta terra. A Igreja católica, inevitavelmente, fortalece a consciência crítica e a formação também humana e social que vão contra interesses privados desonestos e violentos.


No encontro com os Confrades, compartilhamos problemas e projetos, olhando para o futuro da missão em Rondônia.
Antes de tudo, existe a vontade de solidificar o relacionamento com a Província religiosa “Nossa Senhora de Fátima”, à qual pertence esta missão. A distância é uma dificuldade, mas o isolamento seria um desastre. Não somente os religiosos, mas também os jovens e adultos, começaram a freqüentar as iniciativas da Congregação.

Para o desenvolvimento da missão em Rondônia é preciso considerar seriamente o projeto missionário orionita: prever o quanto antes uma segunda comunidade, dar vida a alguma atividade caritativa e acompanhar as vocações do lugar. O Bispo e os Confrades pensam numa rápida expansão. Pelo menos duas comunidades nesta região distante e desafiadora são indispensáveis para uma ajuda recíproca. Já temos dois jovens de Buritis em dois seminários orionitas e outros são acompanhados na paróquia.

Recentemente, por motivos internos, uma pequena comunidade de Irmãs deixou Buritis e agora os Confrades pensam em nossas Irmãs que teriam um bonito campo de apostolado e reforçariam o rosto da Família Orionita: “As Irmãs nos garantiram que em dezembro virão para a semana de promoção vocacional”, disse-me Pe. Otávio.

Transmiti aos Confrades um conceito fundamental do nosso projeto missionário: num novo Estado, vamos não para abrir uma outra obra mas para implantar a Congregação, para desenvolver o carisma numa nova Igreja local. Uma missão é considerada “fundada” e “consolidada” quando compreende pelo menos três comunidades. Depois, pode e deve crescer sozinha. Por isso, a abertura de uma segunda comunidade deve ser pensada, preparada e realizada. A Província brasileira “Nossa Senhora de Fátima” está sendo abençoada com boas vocações e está em condições de desenvolver a missão no estado de Rondônia. Ave Maria e avante!

O quinto núcleo temático do nosso próximo Capítulo geral fala de “partir novamente da Patagônia” (lugares pobres), de “partir novamente do pátio” (com os jovens), de “partir novamente com o saco” (estilo pobre).

Em Buritis encontrei todas as três realidades. E enquanto existir este dinamismo do “partir novamente” , a Congregação está bem e pode caminhar com esperança. E Dom Orione está aplaudindo do Paraíso.
Pe. Flavio Peloso